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Caminho dos Diamantes de Uno
Participante: Maurício
Tipo: Outros
Periodo:
22 a 29 de janeiro de 2007
Cidades:
Catas Altas
Resumo da viagem:
Em janeiro de 2007, finalmente realizei um velho desejo de ir até Diamantina pela Estrada Real com minha mulher e filhas. Do Rio, partimos para Juiz de Fora onde dormimos na casa da sogrona e então começamos a viagem na segunda-feira. De JF, partimos para Ouro Preto, mas demos uma esticada em Congonhas para conhecer as obras primas do gênio Aleijadinho. Passamos por Ouro Branco e subimos sua linda serra. Pena que o tempo estava chuvoso e não deu pra ir até Lavras Novas. Fica para a próxima. Chegamos a Ouro Preto, cidade na qual passamos dois dias conhecendo suas estórias, como a saga dos Bandeirantes e dos Inconfidentes, e riquezas, tesouros do Barroco e do Rococó.
Quarta feira partimos e logo fomos nos perdendo em Mariana, outra jóia rara de cidade. Depois de visitar todo o centro Histórico, seguimos e visitamos a Gruta da Lapa, local de peregrinaççao devido à aparição de uma imagem de Nossa Senhora, no Distritio de Antônio Pereira. Almoçamos em Santa Bárbara e depois nos hospedamos na pousada Pico do Sol, na estrada para o Caraça, cujo Santuário conhecemos no mesmo dia. Pena que o lobo guará deu bolo e não deu as caras neste dia deixando todos frustrados.
Na quinta saimos cedo e almoçamos em Bom Jesus do Amparo. Dai em diante, demos adeus ao asfalto e começamos a encarar estrada de terra com nosso valente unozinho e seu peito de aço. Paramos em Ipoema (distrito de itabira), onde visitamos o Museo do Tropeiro e então seguimos, passando pol lindos cenários como a Serra dos Alves, até a simpatica Itambé do Mato Dentro, onde pernoitamos na pousada das bromélias da Rosina, que nos fez sentir em casa.
Saindo sexta pela manhã de Itambé, partimos até Morro do Pilar, onde parei pra tomar uma gelada com uns carinhas de BH perdidos por lá. Daí então chegamos em Conceição do Mato Dentro, onde nos hospedamos na pousada Serra Velha, que também possui um restaurante com uma comida mineira no fogão de lenha nota 10. O grande atrativo de Conceição (que não chegamos a conhecer, pois chovia muito) é o Parque do Tabuleiro, onde se encontra a famosa Cachoeira do Tabuleiro, a maior de Minas e, para muitos, a mais bela do Brasil. Visitamos apenas o Parque do Salão das Mesas, de onde se contempla um lindo por do sol.
No sábado, partimos cedo e ,após pegarmos o único trecho de estrada que não estava tão castigado pelas chuvas, chegamos ao Serro, linda cidade toda de casario colonial famosa pelo seu queijo (a cachaça também é digna de registro). Após almoçarmos, mais estrada de terra ruim até Milho Verde, lugarejo mágico onde o tempo parece ter parado. Ficamos um bom tempo lá proseando com moradores e tomando banho num chafariz do século 18, onde as escravas lavavam roupa. Nuvens negras começaram a se formar e partimos para São Gonçalo do Rio das Pedras, lugar recomendado por muitos devido às suas cachoeiras, que infelizmente não pudemos desfrutar devido ao tempo ruim e à excassez de tempo. Fica para a próxima. Finalmente, após passarmos pela Vila de Vau, chegamos à Diamantina, terra de Chica da Silva e JK. Fomos para a pousada Beco do Mota, única de toda a viagem que eu tinha feito reserva por ter simpatizado com o nome que dá título a uma música do Milton Nascimento. A pousada fica no centro do centro histórico e é de suas janelas que tocam os músicos nas famosas vesperatas diamantinenses.
No domingo, após um tour pelo centro histórico, no qual a igreja do Carmo, construida a mando do poderoso João Fernandes e dedicada à sua amante Chica da Silva, é parada obrigatória por sua beleza (possui um lindo órgão que está para ser reformado graças á atuação da Associação Lobo de Mesquita). À tarde fomos às cachoeiras dos Cristais e da Sentinela e conhecemos Biribiri.
Dia 29/01, segunda, pela manhã, partimos de Diamantina pela BR, chegando a noitinha em Juiz de Fora.
A viagem foi deliciosa mas ficou um gostinho de quero mais pelo pouco tempo que tivemos para conhecer algumas cidadezinhas e lugarejos. Já estou programado fazer outra, talvez ano que vem, agora fazendo o Caminho Velho, partindo de Paraty.
Dicas para o que fazer:
É um trajeto que o viajante, mesmo de carro, que deseja visitar tanto os atrativos naturais como os históricos, deve fazer no mínimo em 10 dias, para não correr risco de passar "correndo" por alguns lugares bastante interessantes.
Dicas para o que não fazer:
Se o seu carro for baixo, não se atreva a encarar certos trechos da Estrada Real, principalmente na estação das chuvas.
Em Ouro Preto tente o mínimo possível dar pinta de turista, pois o assédio dos guias e comissionados chega a ser irritante.

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