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dando dicas, enfim contando tudo que aconteceu nos caminhos da Estrada
Real.
1ª Expedição Diamantina/Itabirito

26/08 – Na saída de Diamantina/MG, os cavaleiros de Itabirito receberam uma carta do prefeito Gustavo Botelho Junior e da Associação Comercial de Diamantina, para o prefeito de Itabirito, Waldir Oliveira.
No início da cavalgada, os cavaleiros percorreram 36 km até chegarem em São Gonçalo do Rio das Pedras. A chegada em São Gonçalo do Rio das Pedras foi às 16h30, na Pousada Refúgio dos 5 Amigos.
Hoje eles seguem para a cidade do Serro.
27/08 – Às 8h, a tropa já estava pronta para seguir viagem. O percurso para chegar em Serro foi de 32 km. A cavalgada passou pelo rústico distrito de Milho Verde, lugar de encantadoras belezas naturais.
28/08 – “De Serro até Itapanhoacanga foi um percurso muito difícil e pesado. Não tinha água para os animais. Até agora esse foi o trecho mais complicado, muito montanhoso, cheio de subidas e descidas”, disse Célio Argeu. Foram 36 km de muita cavalgada.
29/09 – Depois de um dia pesado de cavalgada, os cavaleiros puderam contemplar com uma bela paisagem até a chegada em Córregos. “Aqui, no caminho da Estrada Real, tem muita coisa bonita para se ver. Hoje conhecemos lugares que não estávamos acostumados a ver na nossa região. Um cenário rochoso, com cânions”, contou Célio Argeu.
30/09 – Entre os componentes da expedição, seis merecem destaque. Nem bem amanheceu o dia e os cavaleiros, Humberto, Edinho, Niquinho, João Mendanha Nicodemos e Tarcísio, com idades que variam de 60 até 76 anos, já começam a arrumar a tropa. Durante o percurso eles vão firme no arreio e não reclamam do cansaço. A saída de Córregos até Conceição do Mato Dentro durou 4h30. Foram percorridos 28km.
31/08 – O caminho até a chegada em Morro do Pilar foi muito tranqüilo. Célio Argeu conta que esse foi o percurso mais gostoso. “A viagem já gerou boas histórias. Até um pequeno companheiro já faz parte da nossa expedição. Desde Itapoanhacanga um cachorrinho está nos seguindo. Nós o batizamos de Tropeiro em homenagem à cavalgada. No dia 7 de setembro ele estará em Itabirito desfilando junto com a gente”.
Depois de 28 km percorridos, a tropa chegou em Morro do Pilar às 16h.
01/09 – Cachoeira do Chuvisco essa foi a atração principal de hoje. Um lugar lindo. ”Nunca vi uma cachoeira tão bonita assim. Lá foi o lugar escolhido para fazermos um churrasco e repormos as energias, contou Célio Argeu“.
Amanhã, o percurso é até Ipoema.
02/09 – A chegada a Ipoema foi em clima de festa. Os cavaleiros Tininho, Helder, Nicodemos, Tarcísio, Pilão, Valico, Fernando, Arlindo, Humberto, João Mendanha, Osvaldo, Niquinho, Jairo, Rogério, Edinho, Zé Márcio, Celinho e Rodrigo foram recebidos no município com todas as honras. Foi tudo preparado em frente ao Museu do Tropeiro. Um cerimonial completo esperava pela expedição. Havia crianças recitando poesias, o grupo de música ”Lavadeiras de Ipoema“ e os estaladores de chicote, que fizeram uma apresentação.
As bandeiras do Brasil, de Minas, de Itabirito e do Clube do Cavalo estavam à frente da cavalgada carregadas com muito respeito pelos cavaleiros Niquinho, Valico, Arlindo e Fernando.
A Oração do Tropeiro, lida pelo Edinho, foi outro momento de emoção. ”Foi tudo muito bonito e organizado, fiquei encantado com a recepção na cidade“, contou Rodrigo César de Aguiar Garcia, componente da expedição.
Depois da cerimônia, os cavaleiros visitaram o Museu.
À noite, uma roda de viola comandada pelo Rodrigo agradou até os moradores da região.
A viagem agora é em direção a Barão de Cocais.
03/09 – O trecho até a chegada em Barão de Cocais foi longo e perigoso. Ao todo, foram 43 km percorridos, o caminho mais longo da expedição.”Ficamos hospedados em um ótimo local, a Pousada das Flores, que também irá abrigar um museu que contará as histórias dos índios que viveram em Minas Gerais, disse Tarcísio“.
04/09 – O caminho até o Caraça foi de 24 km. Foi um percurso tranqüilo. À noite, o descanso foi na Pousada do Sumidouro.
05/09 – A cavalgada está chegando ao fim. Depois de percorrerem 60 km eles chegaram ao Catana. “Passamos por locais de mata fechada. Nunca subimos tanto. Foi um dia muito difícil”, contou Edson Marcelino de Assis.
06/09 – Nem bem deu para contar as histórias da viagem e os cavaleiros pegaram novamente a estrada. Percorreram 32 km e chegaram a Itabirito, no sítio do Tarcísio, por volta das 16h. À noite, foi a vez de comemorar o sucesso da cavalgada. Os cavaleiros realizaram uma confraternização com a participação das famílias.
07/09 – No dia em que Itabirito comemorou 85 anos de emancipação política, os cavaleiros terminaram em grande estilo a expedição. Fizeram um belo desfile pelas ruas da cidade e entregaram ao prefeito de Itabirito, Waldir Oliveira, as cartas recebidas em Diamantina e do prefeito de Santa Bárbara parabenizando pelo aniversário.
Assim termina a história. Percorrer as trilhas da Estrada Real, não termina no final do percurso, ela continua dentro da alma de cada um dos participantes.

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